Revista Cinema Caipira de março

A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 61, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;

Exercício em Celular
de JP Miranda Maria

The Nightmare Before Christmas: poema e filme 
de Linda Catarina Gualda

Sorria, você está sendo filmado
de Larissa Carnecine

Um ensaio para o primitivo"
de JP Miranda Maria


OBS: Edição impressa especial confeccionada pelo artista multimídia Sechi.


revista folheável para leitura online
arquivo PDF para leitura em computador e dispositivos móveis
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Um ensaio para o primitivo

Na última semana o grupo Kino-olho realizou o filme ensaio "óculos" ou "27-2-14". Este filme ensaio foi escrito por Rogério Borges, com atuação de Claudia Seneme do Canto e Val Morari. Basicamente a história relata a situação de uma cega estar vendendo óculos. Para isso Borges trouxe um isopor e óculos dele e da equipe. Estavam presentes na realização João Paulo Miranda Maria, Bruno Barrenha, Thiago Ribeiro Pereira, João Vitório e Ana Paula Rodrigues Duckur.

Logo de início a Ana Paula deu iniciativa e procurou dar um estilo próprio ao modo de colocar os óculos e na escolha do figurino da Claudia, utilizando do acervo da Cia. Tempero D'Alma. Na iluminação pensamos em simplesmente criar uma iluminação que simulasse um poste sobre a personagem, criando sombras e contraste.

Destaco a questão da atuação, pois antes de começarmos as filmagens deste exercício, eu cheguei a mostrar o livro "Arte conceitual" de Paul Wood. Neste livro que explica a história da arte conceitual, procurei nos focar sobre as performances e também refletir a respeito de nossa recente produção junto ao artista local José Roberto Sechi.

Neste sentido chegamos a falar sobre um "primitivo" no sentido de almejarmos em nossa cena uma presença da personagem que fosse mais minimalista e física. Além disto poder passar um determinado conceito ou conflito, aprofundando na sensibilidade de uma cega estar vendendo óculos. Assim conversamos sobre outras referências estéticas e começamos mais um filme ensaio.

Para isso o objetivo maior não poderia ser contar a história de uma cega, mas sim se aprofundar muito mais numa determinada situação ou dispositivo. Neste ponto decidimos tocar numa certa estranheza para provocar uma outra relação, que saísse do convencional. A Claudia, portanto, acabou fazendo suas falas de forma como um "mantra" e repetindo várias vezes a fala de "óculos", que ao mesmo tempo serviria para anunciar a venda e para trazer novos sentidos na maneira da fala.

Novamente resolvemos produzir a partir de apenas um celular, trazendo a dificuldade de conseguir iluminar adequadamente devido a deficiência na resolução. No momento de gravarmos, Ana Paula me atentou para a imagem da formação das astes dos óculos, logo atrás do isopor. A imagem estava tão interessante que acabou virando um plano para o ensaio.

Uma outra situação foi a chegada inesperada de Val Morari, que estava se preparando para um baile de carnaval na cidade. Aproveitamos sua presença para ser a compradora de um par de óculos, contracenando com Claudia. No final o filme foi editado pelo próprio celular e compartilhado no link abaixo. A produção faz parte do projeto Difusão Cinematográfica, apoiado pela Prefeitura e Secretaria da Cultura de Rio Claro.

https://vimeo.com/87877134












Exercício em celular

Dia 20 de fevereiro o grupo Kino-Olho retomou as atividades de filmagens dos filmes-ensaios. Desde o início do mês o grupo já retomou seus encontros semanais para se discutir e fazer cinema no interior de São Paulo. A cada encontro, os participantes relatam seus estudos sobre filmes e textos específicos, além de planejar estratégias de organização e produção audiovisual.

O reflexo do estudo é avaliado a partir da aplicação técnica em um filme ensaio, um curta-metragem experimental que busca exercitar os modos de produção discutidas com elaboração de micro cenas nas dependências do Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro SP. As cenas são muitas vezes elaboradas sem um roteiro prévio, sendo mais um resultado dos pensamentos naquele momento em que o grupo se encontra.

A evolução surge em tentativas e acertos, em que com mínimos recursos, procuramos criar cenas intrigantes que chamem atenção do público para uma reação inesperada. Nesta edição contamos com a participação de Sônia Elisabete Miranda Maria, mãe de João Paulo, que interpretou uma personagem doente e dependente de um aparelho para sobreviver.

Nesta cena também tivemos a participação da atriz Larissa Carnecine, integrante do grupo desde o ano passado, já participando de várias produções. Ela interpreta uma suposta palestrante da área da saúde, que discursa de forma intensa, porém não compreendida pela senhora doente. Assim as personagens se encaram, pois a doente não vê uma solução na fala da palestrante e apenas pede a ela uma forma de morrer.

Este estudo sobre a interpretação diante de uma situação drástica, serviu para os presentes presenciarem uma construção cênica. A partir de poucos elementos as personagens procuram encontrar uma verossimilhança. A dificuldade sempre está no "óbvio", pois automaticamente acabamos decidindo por caminhos comuns e óbvios para interpretar cenas e também como captá-las em imagens e sons.

Tudo começa com uma situação, onde imaginamos uma doente dependente de um aparelho para sobreviver. Neste momento já vem a mente a cena de uma senhora precisando levar a todo lado um aparelho pesado, o que acabou sendo um simples compressor de ar que tinha em casa, adaptando seu cabo como se estivesse conectado à veia da personagem. Em seguida, junto ao grupo imaginamos a continuidade da história.

Como já estávamos na sala de cinema do Centro Cultural, elaboramos a idéia desta senhora estar vindo para ouvir uma palestra sobre saúde. Aí a história automaticamente foi direcionada para o resultado final. Uma das coisas que valorizamos neste processo é criar cenas absurdas, porém levar como desafio uma forma de deixá-las espontâneas e naturais.

Além da participação das atrizes, o filme ensaio desta semana foi realizado em conjunto por João Paulo Miranda Maria (coordenador do projeto), Thiago Ribeiro Pereira, Bruno Barrenha, Claudia Seneme do Canto e Rogério Borges. Esta realização faz parte do projeto "Difusão Cinematográfica", apoiado pela Prefeitura e Secretaria da Cultura de Rio Claro SP.

O filme ensaio foi filmado e editado em celular. Abaixo algumas fotos e link deste trabalho.

https://vimeo.com/87273273





Revista Cinema Caipira do mês de fevereiro


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 60, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;


Filmes Rioclarenses em Festivais
de JP Miranda Maria

Revolutionary Road - Romance e Filme
de Linda Catarina Gualda

Ponte entre Rio Claro e Vale do Paraíba
de Carine Corrêa

Reflexão sobre Potencial"
de JP Miranda Maria

"Memórias Iconográficas de São Carlos - SP, os filmes de 'Cavação' (1913-1973)"
de Marco Antonio Leite Brandão


OBS: Edição impressa especial confeccionada pelo artista multimídia Sechi.


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Os participantes desta edição tem direito a uma revista, bastando enviar por e-mail seus endereços.

Participe da revista enviando seus artigos. As informações estão em chamada de artigos.

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Filme rioclarense na final do Mapa Cultural Paulista


O filme "Amor de Picadeiro" produzido em Rio Claro pelo Grupo Kino-Olho foi o vencedor na Etapa Regional do Mapa Cultural sendo o escolhido para representar a região de Campinas na final do Mapa Cultural que acontecerá em São Paulo neste primeiro semestre de 2014. A seleção ocorreu em Vargem Grande do Sul na Casa da Cultura. Participaram da seletiva a diretora municipal de Cultura e Turismo Fabiana  Faria, o coordenador de Expressão Vídeo do Mapa, Marco Bernardes e a produtora regional do Mapa, Cecília Campos, além da equipe do Departamento de Cultura.


A fase regional reuniu em Vargem produções de dez cidades da região de Campinas – Americana, Atibaia, Campinas, Hortolândia, Itapira, Jaguariúna, Mococa, Mogi Guaçu, Rio Claro e Sumaré. As produções em vídeo destacaram várias expressões culturais, como folclore, que foi o tema do vídeo “Congada”, de Atibaia e documentários como os jogos de vôlei dos idosos de Jaguariúna, a memória arquitetônica da cidade de Itapira e a trajetória de um marginal, no vídeo “Ruas”, de Hortolândia. Entre as obras de ficção, destacaram-se lendas urbanas, no vídeo de Mogi Guaçu (“A Quarta Cabine”), o drama “Sombras da Guerra” ( Sumaré),  o enredo soturno e filosófico de “O Homem do Fraque” (Americana), o monólogo  “3×4” (Campinas), entre outras produções.

O vencedor da fase regional segue para a etapa estadual e final do Mapa Cultural Paulista, que incentiva outras expressões como Literatura, Artes Visuais, Dança, Canto Coral (categorias das quais Vargem participou), além de Teatro e Música Instrumental. O vídeo selecionado pelo júri – “Amor de Picadeiro” -  é dirigido por João Paulo Miranda Maria, de Rio Claro, e aborda o cotidiano de um circo e o romance de dois artistas de picadeiro, que optam por abandonar sua trupe para viverem outra vida.

O grupo Kino-Olho tem apoio da Prefeitura e Secretaria da Cultura de Rio Claro com o projeto Difusão Cinematográfica. A oficina permanente de Cinema começa nesta quinta-feira às 18:30 no Centro Cultural Roberto Palmari e é oferecida gratuitamente.

Abaixo foto do filme "Amor de Picadeiro".