LISTA SELECIONADOS FIIK 2013


Gostaria de parabenizar a todos os realizadores pela qualidade dos trabalhos submetidos a nossa quinta edição do FIIK (Festival Internacional de Cinema Independente - Kino-Olho). Foram analisados mais de 150 filmes, vindos de todos os estados brasileiros e de alguns países como a Polônia, EUA e Cuba.

Nosso Festival iniciou em 2009 como um meio de intercâmbio entre realizadores independentes, numa troca de contéudo e estéticas cinematográficas. Notamos a cada ano o avanço da qualidade em cada região. 

Como realizadores parabenizamos e reconhecemos a luta de cada produção e nos dispomos a mudar o cenário da difusão no interior do Estado.

Diferentemente de outros anos, publicaremos junto ao catálogo (início de agosto) a lista dos vencedores de cada categoria a receberem o nosso troféu "Chapéu de Palha" (uma obra artística produzida por um artista local a ser anunciado) e Certificado.

Estes prêmios serão entregues na abertura do Festival, dia 29 de agosto às 20 horas no  Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro SP, seguido de coquetel e apresentações musicais. Convido a todos vocês para esta Festa do Cinema.

MOSTRA COMPETITIVA DE FICÇÃO

"O AFINADOR" de Fernando Camargo e Matheus Parizi
"A EQUAÇÃO DO AMOR" de Fábio Allon
"UM DIA DE TRABAJO" de Francisco Rosatelli
"A MÃO QUE AFAGA" de Gabriela Amaral Almeida
"MENINO DO CINCO" de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
"NINA" de Rodrigo Zerbetto
"O TRADUTOR" de Grace Iwashita
"ATRIZES" de Daniel Pech
"VISIONICA" de Bruna Callegari
"O QUE APRENDI COM MEU PAI" de Getúlio Ribeiro Marques
"O MENDIGO" de Massanori Takaki
"ALISTE-SE" de Letícia Tonon

MOSTRA COMPETITIVA DE DOCUMENTÁRIO

"ESTAÇÃO BAHIA" de André Michiles e Fábio Bardella
"FOGO-PAGOU" de Ramon Batista
"PIOVI, IL FILM DI PIO" de Thiago Brandimarte Mendonça
"CIDADE IMPROVISADA" de Alice Riff
"BARRÃO" de Christian Fischgold e André Renaud

MOSTRA COMPETITIVA KINO-OLHO (premiação por juri popular na exibição)

"IDA DO DIABO" de João Paulo Miranda Maria
"EZEQUIEL" de João Paulo Miranda Maria
"ESCÁRNIO" de Bruno Barrenha
"VERDE" de Matheus Pinto Biscaro
"SOBRE TRILHOS E MEMÓRIA" de Claudia Seneme do Canto


OBS: O FESTIVAL OCORRERÁ NOS DIAS 29, 30 E 31 DE AGOSTO E 1 DE SETEMBRO. A PROGRAMAÇÃO COMPLETA E O CATÁLOGO COM AS MOSTRAS PARALELAS SERÁ LANÇADA NO INÍCIO DE AGOSTO.

A Nova chance do Chanceler


"A nova chance do Chanceler" é o nome do curta-metragem realizado na Oficina de Cinema do Grupo Kino-Olho pelos próprios alunos da Escola Estadual Chanceler Raul Fernandes. A Oficina oferecida vem de encontro com as recentes modificações na grade escolar oferecido aos alunos do ensino médio da escola. Atualmente eles têm um horário integral de atividades que visa complementar a aprendizagem para um desenvolvimento pleno do aluno.

Neste caminho o Grupo Kino-Olho ofereceu à escola, uma oficina de cinema gratuitamente, durante o período de um mês. Foram formadas nesta atividade, duas turmas, que produziram um filme cada. A orientação de ambas as oficinas ficaram a cargo de Cláudia Seneme do Canto, cineasta do Kino-Olho.

Uma das turmas tomou a própria escola como tema, buscando informações mais antigas sobre o colégio e sua reputação. Ao entrevistar ex-alunos, e filmar as instalações inacabadas da Escola, logo se nota a grande expectativa de sucesso que existiu sobre o Chanceler. Assim o filme "A nova chance do Chanceler" se tornou a conclusão de uma das turmas desta oficina, podendo ser conferido pelo seguinte endereço eletrônico: http://youtu.be/pLUNFpz2UZg

A segunda turma procurou um caminho mais descontraído e humorado, narrando uma espécie de "desventura" com supostos super-heróis. Estes possuiam poderes ao avesso, como por exemplo, o "Amnésia", que a todo momento perdia o contexto da situação, atrapalhando a missão dos heróis. Este segundo filme pode também ser acessado pelo respectivo endereço: http://youtu.be/q9Ny3OSpLEw

Estas atividades do grupo oferecem a diversos tipos de público o uso das ferramentas audiovisuais para se expressarem e narrarem seus pontos de vista sobre a realidade. As oficinas são oferecidas gratuitamente pelo Grupo Kino-Olho, bastando o agendamento pelo telefone (19)98597363 com João Paulo.

Abaixo fotos das oficinas realizadas na Escola Chanceler Raul Fernandes.





















Revista Cinema Caipira de Julho


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 53, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;

Homenagem a Rubens Francisco Lucchetti, que escreveu e publicou ao todo 1.573 livros, 300 histórias em quadrinhos, 25 roteiros de filmes e centenas de programas de rádio e televisão e uma peça de teatro.



“Cartas para Rubens Francisco Lucchetti”
de Rafael Spaca


de
OBS: Os participantes desta edição tem direito a uma revista, bastando enviar por e-mail seus endereços.

revista folheável para leitura online
arquivo PDF para impressão em casa
clique aqui para saber como montar a sua com o arquivo acima.

arquivo ePub para leitura em celulares e tablets
Participe da revista enviando seus artigos. As informações estão em chamada de artigos.

 Para encomendar a revista no valor de R$7,00 cada ou assinar a anuidade por R$70,00, envie e-mail para jpmiranda82@yahoo.com

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Kino-Olho no Rio de Janeiro

                            (Grupo Kino-Olho durante Evento no Rio de Janeiro)

O Grupo Kino-Olho foi convidado a participar do Evento de Lançamento e Distribuição da Série Lab Cultura Viva, do qual contou com duas produção do Grupo Kino-Olho ( "Amor de Picadeiro" e "Viagem para História") realizadas em parceria com o Ponto de Cultura Novos Olhares e o Ponto de Cultura Rio Claro. A série compreende os vídeos produzidos no âmbito dos Editais de Documentário, Vídeos Autorais e Vídeos de Curta Duração; com exibições na TVE/TV Brasil e Redes Culturais.

O evento ocorreu nos dias 6 e 7 de junho, contando com a representação de Bruno Barrenha e Cláudia Seneme do Canto, ambos membros do Kino-Olho. Nesta oportunidade eles puderam relatar os resultados das produções realizadas em Rio Claro, assim como um circuito de palestras, participando de debates sobre produções independentes e formas de distribuição.

No dia 6 eles contaram com uma apresentação oficial do Documentário sobre a Série na presença de representantes do Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e Pró Reitoria de Extensão - Escola de Comunicação UFRJ. No mesmo dia tiveram uma mesas de debates sobre Estética e formação de Redes para o audiovisual na presença de representantes de Pontos de Cultura e de Pesquisa Audiovisual.

No dia seguinte particparam de um encontro na Universidade das Culturas, debatendo algumas experiências livres de formação em Rede. Em seguida debateram Políticas Universitárias, o Programa Cultura Viva e articulações das redes latino-americanas. Nesta oportunidade foi debatido e assinado uma carta ao Ministério em prol dos projetos do Lab Cultura Viva.

Estas experiências somam no desenvolvimento e ampliação das atividades do Grupo Kino-Olho, que tem base no interior paulista, mas possui parcerias e produções em âmbito nacional e internacional. Ações como esta fortalecem uma democracia na produção e distribuição de conteúdo audiovisual com qualidade.

Hoje o Grupo Kino-Olho é reconhecido como um coletivo cinematográfico profissional, que sabe produzir conteúdos de qualidade e premiados. Para assistirem estas duas produções do Kino-Olho lançadas no Rio de Janeiro, acessem:

"Amor de Picadeiro"

"Viagem para a História"



Ensaios sobre o "Kino-Olho"


Nos anos 20 na Rússia, o realizador Dziga Vertov, se empenhou em se aprofundar sobre o fazer cinematográfico. Ele buscava a essência do que seria a sétima arte, destacando algum elemento nato não encontrado em outras artes. A idéia do Cinema ser um conjunto de outras artes era algo inadmissível.

Este "olhar" único do Cinema, ele chamava como Kino Olho. Um olhar além do humano, desvendando novas interpretações e revelações sobre a realidade. Seus operarios do Cinema, os "Knocks", exploravam a Rússia com suas câmeras. A idéia norteava o milagre da arte cinematográfica, que em suas imagens em movimento capturavam a espontâneidade da vida.

Neste caminho de reflexões audiovisuais, os participantes das últimas reuniões semanais do Kino-Olho, rascinharam em formas de filmes-ensaios. Na noite do dia 6 de junho, o grupo encontrou um cenário pronto na sala de cinema do Centro Cultural Roberto Palmari. Este seriva de palco para algumas apresentação à escolas públicas.

O tema da peça era o meio ambiente. No palco havia este cenário simples e minimalista constituido por duas cortinas: Uma era escura cheia de ilustrações de lixo e poluição; a outra era clara com flores e muita cor. Vendo este material improvisamos um cena junto a Larissa Carnecine e Jonata de Jesus. Não havia diálogo ou história, como sempre fazia Vertov.

O que havia era apenas uma situação, explorando sensações adversas conforme as marcacões de cena. Basicamente Jonata estava entre as duas cortinas, preso num certo espaco à parte. Ali ele caminhava em direção à câmera, procurando uma saída. Do outro lado estava Larissa, que fugia da câmera. O encontro entre os dois parecia impossível.

Sinos tocam em cena, como se anunciassem um possível encontro, que em trocas de olhares parecia próximo. No final os dois personagem se encaram; na verdade encaram a câmera. Tudo simples e realizado com um celular e uma lente fotográfica.

No segundo ensaio, agora contanto com um ator da Cia. Tempero D'Alma ( Marvel Pedroso) e Jonata de Jesus, criamos uma outra cena. Neste filme-ensaio da noite do dia 13 de junho tivemos uma nova surpresa na sala de cinema: Um ventilador. Assim pensamos numa ação entre os dois atores dialogando junto à uma máquina.

A "máquina" servia como em Vertov, um forma de retratar algo super humano, um objeto que possibilita a efetuação de "milagres" não possíveis por um ser humano. O vento era a ação do objeto, como meio de encontro com os atores. Estes também se comunicavam jogando gritos ao vento.

Ambos os ensaios se resumiriam como experimentação e performances. Servem de exemplos para nos aprofundarmos e mergulhar sobre uma arte, muito nova, comparado às artes mais clássicas. Há nela mistérios e estéticas para se descobrir...

Veja os dois filmes abaixo