Normas de Parceria e Participação

O grupo Kino-Olho oferece suporte na produção de filmes aos participantes do grupo através de PARCERIA, PRODUÇÃO e CO-PRODUÇÃO. Para não participantes, oferecemos PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.
Em todos os casos, os autores dos projetos devem seguir as normas e entrega dos documentos exigidos que estão abaixo relacionados (basta clicar para ter modelo do documento)

PRESTAÇÃO DE SERVIÇO:
(Quando o Kino-Olho é contratado para realizar um filme)
PS: Acordo entre ambas partes mediante orçamento, roteiro aprovado e pagamento.

PARCERIA:
(Quando os autores do projeto pagam os custos de aluguel de equipamentos e suporte técnico utilizados)
* Entrega de Roteiro Literário e/ou argumento.
* Cronograma de Filmagem.
* Metade do pagamento antecipado e restante antes da entrega do material.


PRODUÇÃO:
(Quando a contribuição do Grupo é maior que 50% do valor de aluguel de equipamentos e suporte técnico utilizados)
* Entrega de Roteiro Literário e/ou argumento.
* Entrega de Roteiro Técnico ou Decupagem detalhada
* Entrega de justificativa.
* Entrega de sinopse.
* Entrega de Cronograma de Filmagem.
* Entrega das autorizações de direitos de imagem e som (http://www.4shared.com/office/16gXXHRm/modelo_autorizacao_de_imagem_e.html)
* Entrega dos termos de elenco (http://www.4shared.com/office/0I1hgnXb/modelo_TERMO_DE_ELENCO.html)
* Entrega de Carta de cessão de autoria (http://www.4shared.com/office/B0ZT4SA-/MODELO_CESSAO_AUTORIA.html)
PS: O não cumprimento do conteúdo dos documentos acima entregues e assinados, imediatamente, suspende a produção.


CO-PRODUÇÃO:
(Quando a contribuição do Grupo é menor que 50% do valor de aluguel de equipamentos e suporte técnico utilizados)
* Entrega de Roteiro Literário e/ou argumento.
* Entrega de Roteiro Técnico ou Decupagem detalhada
* Entrega de justificativa.
* Entrega de sinopse.
* Entrega de Cronograma de Filmagem.
* Entrega de Orçamento de equipamentos utilizados na produção.
* Entrega das autorizações de direitos de imagem e som (http://www.4shared.com/office/16gXXHRm/modelo_autorizacao_de_imagem_e.html)
* Entrega dos termos de elenco (http://www.4shared.com/office/0I1hgnXb/modelo_TERMO_DE_ELENCO.html)
* Entrega de Carta de cessão de co-autoria (http://www.4shared.com/office/shPkh6bs/MODELO_CESSAO_CO-AUTORIA.html)
PS: O não cumprimento do conteúdo dos documentos acima entregues e assinados, imediatamente, suspende a co-produção.

Entrar em contato com João Paulo (19)98597363, jpmiranda82@yahoo.com

NORMAS DE PARTICIPAÇÃO NO KINO-OLHO

São considerados participantes do Grupo Kino-Olho, aqueles que cumpram pelo menos duas das seguintes condições durante 6 meses:

* Presença de 80% nos encontros semanais.
* Escrever um artigo mensalmente na revista Cinema Caipira.
* Ajudar na produção do FIIK
* Fazer parte da equipe nas produções do Kino-Olho.

George Ungar

Cartão que acabo de receber de George Ungar, cineasta canadense vencedor na modalidade experimental no FIIK 2011!

Relatório 2011

No ano de 2011, o grupo de pesquisa e prática cinematográfica Kino-olho realizou as atividades detalhadas abaixo e que foram propostas no projeto DIFUSÃO CINEMATOGRÁFICA apresentado à Prefeitura Municipal de Rio Claro. As atividades descritas foram realizadas como cumprimento dos objetivos que o grupo se propôs à alcançar com o incentivo da Prefeitura e Secretaria da Cultura.

DESTAQUES:

* Filme “Brás Cubas”, realizado em oficina do Grupo Kino-Olho, conquista dois prêmios no Festival Nacional Claro Curtas competindo com mais de 1.700 filmes de todo o Brasil. Os prêmios foram de melhor filme pela Comissão Julgadora e de melhor filme pelo Juri Popular.

* Realização do filme “Bicho Folharada”, selecionado no Mapa Cultural Paulista.

* Produção de 7 documentários a respeito do projeto “Sarau Cultural Paulo Rodrigues”, incentivando a cultura nas periferias da cidade de Rio Claro.

* Realização do Documentário “Ribeirão Claro”, comprovando a despoluição do rio da cidade de Rio Claro.

* Total de 12 Oficinas Introdutórias com média de 30 alunos por oficina mais alunos do grupo permanente no Centro Cultural Roberto Palmari, resultando em 22 curtas-metragens produzidos, finalizados e exibidos em eventos públicos e disponíveis em: http://kinoolho.blogspot.com
http://vimeo.com/groups/kinoolho
http://www.youtube.com/jpmiranda82

* Realização da Terceira edição Festival Internacional de Cinema independente Kino-Olho (FIIK), exibindo 32 curtas-metragens e 3 longas-metragens durante os dias 24, 25, 26 e 27 de novembro. Os melhores curtas foram premiados com a escultura “Chapéu de Palha” do artista rio-clarense Carlos Lacerda. Confira a programação completa e análise final em http://kinoolhofestival.blogspot.com

* Produção de 12 revistas de critíca cinematográfica (Cinema Caipira ISSN1984-896), editada pelos próprios alunos do grupo Kino-Olho há 3 anos de forma ininterrupta.

* Duas oficinas realizadas com os adolescentes da Instituição Casa Escola.

* Oficina de Cinema com o grupo do curso da Terceira idade na Universidade Claretianas.

* Produção de documentário sobre o baile de carnaval do Centro Cultural Roberto Palmari.

* Produção de documentário sobre o projeto “Prefeitura em Ação”.

* Produção de documentário sobre a banda rio-clarense Maria Nagô .

* Produção do documentário “Cultura Negra”, revelando a importância da inclusão da cultura negra na educação e a força de seu movimento em Rio Claro e Piracicaba.

* Documentário “ Passeio Ciclístico”, sobre a importância do movimento ciclístico municipal, focando no passeio noturno realizado semanalmente na cidade.

* Produção do Documentário “História de um bairro”, contando um pouco da história do bairro jardim novo II a partir do olhar de seus moradores.

* Curta-metragem “As versões de Chapeuzinho vermelho” produzido e interpretado por crianças da quarta série da Escola Municipal CAIC.

* Documentário “Interpretações na geografia”, através dos pontos de vista do alunos do EJA ( Ensino de Jovens e Adultos) a respeito de assuntos aprendidos em aula na escola municipal CAIC .

* Filme “Batalha da amizade”, mostrando o final da batalha de dança hip hop que ocorreu em Rio Claro.

* Documentário “Superar na Vida”, através de exemplos de vida de pessoas da periferia de Rio Claro que se superaram em situações dramáticas e voltaram a estudar.

* Documentário “Combatendo as enchentes” realizado por crianças da quarta série da escola CAIC sobre a obra no Jardim Inocoop e como podem ajudar a combater as enchentes na cidade.

• Documentário “E.C. Vitória Paulista”, a respeito do jovem clube de futebol da cidade e o trabalho de um treinador em revelar e aperfeiçoar talentos no futebol.

• Filme “Heróis do meio ambiente”, produzido por crianças da Terceira série da escola municipal CAIC, a respeito de como as crianças podem ajudar na manutenção de sua classe e do lixo produzido.

* Documentário “Substantivo / Adjetivo” através de oficina introdutória com os alunos do EJA na escola municipal CAIC.

* Vídeo “Dia de São Benedito” a respeito das festividades ocorridas no dia em Rio Claro.

* Realização de mais de 30 filmes ensaios produzidos em aula pelo grupo permanente do Centro Cultural.

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Revista Cinema Caipira de dezembro


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 34, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;

“O documentário como construção narrativa de “si” e dos “outros”; é isso Senhor Cientista?” de Daniel Mittmann

“Os Mestres Russos e suas Experimentações Estéticas” de Marlise Borges

“Zé Pintor e Delírios de um Cinemaníaco” de Felipe Carrelli

“Um enigma chamado Mauricio do Valle” de Rafael Spaca

“LUCCHETTI: o iniciador da cultura cinematográfica em Ribeirão Preto” de Rafael Spaca

“FIIK ganha destaque internacional” de Fernanda Tosini


OBS: Os participantes desta edição tem direito a uma revista, bastando enviar por e-mail seus endereços.

revista folheável para leitura online
http://www.readoz.com/publication?i=1044741

obs: devido a problemas técnicos o formato da revista está um pouco diferente (fora do formato padrão) tentaremos resolver o problema nas próximas edições.

revista para impressão em arquivo pdf
http://www.4shared.com/document/JsQLfqMY/34_imp_.html

clique aqui para saber como montar a sua com o arquivo pdf

arquivo ePub para leitura em celulares e tablets
http://www.4shared.com/file/g25qs9Wf/Revista34_-_Grupo_Kino-Olho.html

para encomendar a revista no valor de R$7,00 cada ou assinar a anuidade por R$70,00, envie e-mail para jpmiranda82@yahoo.com

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FIIK 2011 ganha destaque

Terminou neste domingo o Festival Internacional de Cinema Independente (FIIK) realizado na cidade de Rio Claro pelo grupo de pesquisa e prática cinematográfica Kino-olho. Nesta última edição o evento contou com duas grandes novidades, a primeira foi a inauguração da categoria filmes de película, até o ano passado o Festival exibia apenas filmes em formato digital. A boa nova foi Possível graças ao colecionador Heliano, que forneceu um projetor de 35mm.
A mostra, que em suas edições anteriores apenas exibiu os filmes selecionados, a partir deste ano elegeu e premiou cinco vencedores nas seguintes categorias: ficção, documentário, experimental, película e realizador kino-olho.
O prêmio, um troféu esculpido pelo artista rio-clarense Lacerda, compõe a forma de um caipira, com postura arcada, apóia-se em uma câmera que está amparada numa enxada, como se fosse um tripé. A obra é símbolo do chamado “Cinema Caipira”, marca estética das produções do Kino-olho.

Os filmes e respectivos autores que receberam o troféu são: Nootrópicos – Bruno Decc; Ivan – Fernando Rick; O bom, o mau e o sujo – Bruno Barrenha; A Escola de Bambu – Vinicius Zanotti; e The Cat – George Ungar. Este último, diretor canadense, foi um dos estrangeiros exibidos na mostra. Também contamos com um filme da Polônia (Smolarze), outro sobre a Libéria (A escola de Bambu), e a Mostra especial do cineasta argentino Raúl Perrone, que está em ascensão no chamado “Cinema Moderno”, movimento iniciado a partir dos anos noventa.

Segundo uma das organizadoras do evento, Fernanda Tosini, as novidades trazidas pelo Festival serviram para surpreender e criar uma maior expectativa no público e, segundo Fernanda, "o resultado foi muito positivo, já que neste ano tivemos um aumento de platéia e um retorno muito satisfatório quanto a impressão que o público teve sobre o evento em geral e principalmente o entusiasmo deles em relação à mostra em película e à premiação”.

Na noite da mostra em 35mm, o público teve contato com o projetor e pôde acompanhar de perto a troca de películas, além de receberem informações do proprietário Heliano que teve a cortesia de explicar como é o funcionamento do projetor. Rafael, que veio prestigiar os filmes em 35mm, lembrou do clássico “Cinema Paradiso”, onde o personagem que é um menino, convive com um projecionista, surgindo a partir deste contato seu amor pelo cinema.

Devido ao sucesso desta terceira Edição e ao destaque que o Kino-olho vêm conquistando ao longo destes seis anos de atuação, o grupo recebeu nesta última semana um convite vindo de Moçambique, através do KUGOMA, fórum de curtas moçambicano. Segundo Diana, produtora e que contatou o grupo, a parceria se daria pela exibição dos curtas rio-clarenses e pela presença de alguns representantes do Kino-olho. A organização do evento arcaria com os gastos de estadia, porém a passagem ficaria a cargo do Kino-olho, portanto até julho de 2012, data em que ocorrerá o evento em Moçambique, os integrantes do kino-olho se mobilizarão para conseguir patrocínios para custear a passagem.

O idealizador do FIIK, João Paulo Miranda Maria, conta que já está planejando mais novidades para a 4a. edição e que está confiante na ascensão do Festival. Fernanda Tosini completa, “nunca houve em Rio Claro um Festival de Cinema, mas recebemos um bom retorno do público, e assim como nós, creio que eles também estão ansiosos para a Mostra do ano que vem. O FIIK está se tornando tradição na cidade”.

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Catálogo FIIK 2011


O Cinema é uma arte apreciada por um grande público, que em sua maioria contempla os filmes na TV ou em salas de exibição. Mas Rio Claro oferece uma novidade aos admiradores da sétima arte. Desde 2009 o grupo Kino-olho, organiza na cidade o Festival Internacional de Cinema Independente – FIIK. O evento traz a oportunidade ao público de prestigiar os filmes num clima de magnetismo, em meio a fantasia do cinema mundial, pipoca e platéia seleta. Mas o Festival não trás apenas o glamour do cinema, como é conhecida a atmosfera hollywoodiana, os curtas e longas criteriosamente selecionados para o Festival trazem além da magia, um ponto de vista a partir de um cinema autoral, em que o diretor inova na estética e no conteúdo de seu filme. Desta forma, o material a ser exibido sempre nos instiga a uma reflexão e nos faz olhar o Cinema como algo novo, não apenas como um mero passatempo.

A terceira edição do Festival Internacional de Cinema Independente Kino-Olho (FIIK), que acontecerá nos dias 24, 25, 26 e 27 de Novembro no Casarão de Cultura, oferece novidades ao público rioclarense, como a mudança de Mostra para Mostra Competitiva em 5 categorias (Ficção, Documentário, Película, Experimental e Curta Kino-Olho). Os primeiros colocados em cada categoria receberão o troféu "Chapéu de Palha", uma escultura inédita de autoria do nosso artista rioclarense Lacerda. O juri é formado pelos participantes do Grupo Kino-Olho que elegeram entre mais de 400 filmes inscritos os primeiros em cada categoria, mas na mostra competitiva Curta Kino-Olho, o juri será os presentes na mostra que receberão cédulas para votarem no melhor filme do grupo. A cada final de sessão será anunciado o vencedor e entregue o troféu e certificado.

Mais uma novidade nas sessões é que contaremos na sexta-feira com exibição de filmes de película em 35mm, proporcionando ao público uma grande qualidade e oportunidade de conhecer de perto uma projeção no formato. Outra grande surpresa é a Mostra Especial Late Corazón, com a exibição de 3 longas inéditos do importantíssimo cineasta argentino Raúl Perrone. “Podemos fazer cinema. Faz-se cinema fazendo”, diz Raúl Perrone. Hoje, com mais de 30 produções em sua filmografia, o cineasta continua fiel aos seus princípios e na contramão da moda. Todos os filmes de Perrone foram filmados em Ituzaingó: uma vez, ele escutou que não se podia falar de algo que não se conhecia. Essa ideia, associada às suas fobias (como viajar), o fizeram aferrar-se a sua cidade natal, e ele fez de Ituzaingó um cenário perfeito para suas tramas, onde se sente profundamente cômodo para filmar. Há mais de dez anos, ele desenvolve uma oficina de cinema aí, onde toda tarde de quinta-feira se filma um curta, o qual é assistido e comentado – uma espécie de Grupo Kino Olho argentino. Por isso, a presença dos filmes de Perrone nos parecia formidável para integrar a programação do III FIIK, e ele gentilmente nos cedeu sua Trilogia para ser projetada aqui na nossa Rio Claro de casas baixas e ruas tranquilas. Seus filmes serão exibidos nos dias 24, 26 e 27 a partir das 18 horas. A curadoria e parceria desta mostra ficou a cargo de Natália Barrenha e legendagem das obras por Bruno Barrenha. O FIIK é uma realização Prefeitura e Secretaria da Cultura de Rio Claro junto ao Grupo Kino-Olho e Cia. Quanta de Teatro. Mais detalhes no catalogo do FIIK disponível aqui, assim como a programação completa abaixo:

Versão Folheável do catálogo

Catálogo em pdf para impressão
http://www.4shared.com/document/jS3OEjrj/catalogo2011.html

Programação completa:

DIA 24 DE NOVEMBRO
– 20 HORAS
- Casarão da Cultura (Esq. Avenida 3 com rua 7)
MOSTRA COMPETITIVA



BREVE PASSEIO
15 minutos
Dir. Rafael Jardim
A Pedido da nora grávida, Margarida foi deixada num asilo pelo filho, que prometeu buscá-la após o nascimento do bebê. Alguns anos se passam e Margarida continua no asilo, onde fez amigos e agora planeja um passeio para conhecer sua neta.


CLARA
16 minutos
Dir. Eduardo Henrique Annize Liron
Senhora idosa perde-se numa busca pelo marido ausente em meio a um labirinto de memória e lapsos decorrentes da Doença de Alzheimer. Acaba sendo levada a uma situação extrema onde se vê obrigada a confrontar-se com seu próprio futuro.


ÚLTIMOS DIAS
15 minutos
Dir. Yves Moura
O último dia de funcionamento de um antigo restaurante e as relações estabelecidas entre seus funcionários e sua última cliente.


NOOTRÓPICOS
15 minutos
Dir. Bruno Decc
Em algum lugar, em uma data qualquer, um homem maltrapilho e moribundo interrompe sua constante jornada ao encontrar um objeto de grande importância.


ILHAS CAYMAN
15 minutos
Dir. Gabriel Perrone
Motorista de taxi leva um passageiro que não sabe dizer o endereço do seu destino, mas ao dar as orientações pelo caminho, o taxista descobre estar indo para sua própria casa e que o cliente é o amante de sua mulher. Momentos críticos na vida de um homem podem ser a base para toda uma mudança em relação à vida.



SPECTACULUM
15 minutos
Dir. Juliano Luccas
Lupa é um homem solitário e cheio de manias que busca reviver seu passado perdido nas memórias. Lupa é como todos nós: tem um lado ridículo, torto e puro. Ele é um espelho onde o homem se reflete de maneira grotesca e deformada. É a sombra. Spectaculum é um filme sobre a busca pela inocência, pela ingenuidade.


A LENDA DA ÁGUA
5 minutos
Dir. Luana Mucci
Um líquido incolor, insípido e inodoro é revelado. Até então não se sabe de sua existência, nem seu nome. Sua história é contada e a cada momento, nos surpreendemos por nos perguntarmos se já não ouvimos esta história antes.


HOMEM ILHA
11 minutos
Dir. Ana Paula Sobreiro e Daniela Camila
Um velho marujo recorda sua vida e decisões. Enchalhado emu ma ilha deserta, tem tempo todo para pensar no que já fez, e no que abandonou. Tudo isso porem está a somente alguns metros de distância, e parece aproximar-se a cada dia mais.



A FÁBULA DA CORRUPÇÃO
Dir. Lisandro Santos
Em um armazém de beira de estrada, um homem vive em paz com seus animais de estimação: o cão vigia a casa, o gato caça os ratos e o jumento é o meio de transporte. No porão da casa habitam vários ratos que vivem roubando comida em quantidades tão pequenas que não prejudicam o negócio, mas a chegada de um rato estranho acaba com a harmonia do mercadinho.


CONFINADO
20 minutos
Dir. Rafael Lobo
Sabe toda aquela baboseira de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro? Pedro só se interessava pela droga do livro.


DIA 25 DE NOVEMBRO
20 HORAS
Casarão da Cultura (esquina da avenida 3 com rua 7)
MOSTRA COMPETITIVA – 35MM



IVAN
17 Minutos
Dir. Fernando Rick
Ivan é um ator de teatro decadente, que distribui folhetos vestido de personagem de desenho animado em plena luz do diapara tentar arrecadar seu ganha-pão. Vive em um cortiço imundo onde os seus únicos amigos são um travesti chamado Darlene Starr e Jone Jackson, rapaz que ganha a vida imitando o astro Michael Jackson. Como milhões, de brasileiros, sua vida e seu cotidiano são cercados de miséria e pobreza. Ivan não consegue aceitar sua situação e as pessoas ao seu redor, preferindo muitas vezes se dedicar a seus livros e discos antigos, na solidão de seu quarto. Porém, um dia, durante um teste de casting para um programa de TV, ele tem uma iluminação que transformará sua vida e a de seus poucos amigos.


CAOS
15 minutos
Dir. Fábio Baldo
Em meio à seca, dois homens se entregam às forces da natureza e iniciam uma jornada sem volta rumo à paranóia.


PINBALL
18 Minutos
Dir. Ruy Veridiano
Jovem faz uma bruxaria que não dá certo, foge do cemitério e encontra-se com a Morte em um fliperama sombrio e mal freqüentado. Entre diálogos metafísicos e recordes de pinball, ela tenta enganar a morte e ter mais uma chance no jogo.


DUAS VIDAS PARA ANTONIO ESPINOSA
16 Minutos
Dir. Caio D’andrea e Rodrigo Fonseca
Alberto Espinosa, seu irmão mais novo Antonio e seus amigos decidem aterrorizar uma família indígena que está acampada em suas antigas propriedades. O reflexo dessa noite é o aparecimento de uma figura misteriosa que busca implacavelmente um acerto de contas.


DIA 26 DE NOVEMBRO
20 HORAS
Casarão da Cultura (esquina da avenida 3 com rua 7)

MOSTRA COMPETITIVA KINO-OLHO

O BOM, O MAU E O SUJO
Dir. Bruno Barrenha;
Três pistoleiros. Três distintas estradas para um mesmo acaso. Três sombrias facetas afastadas das Leis no Oeste. Um único desejo: a morte através do fervoroso duelo que mais tarde tocaria o agourento sino no centro de uma pacata vila. No acerto de contas final, entretanto, tudo não passou de “três homens em conflito”.

PELEJA DE TIO SAM CONTRA ZÉ MOLESTA
Roteiro Fernanda Tosini
Adaptação do poema de Ferreira Gullar “Peleja de Tio Sam contra Zé Molesta”, que conta em rítmo de cordel o duelo entre o norte-americano Tio Sam contra o nordestino Zé molesta em Nova Iorque.

O TESTE
Roteiro Claudio Lopes;
O roteiro surgiu com proposta de mostrar através da miséria humana, como podemos tocar ou propriamente misturar sem medos: o sagrado e o profano de uma forma simples e corriqueira, apenas no ato de necessidade extrema. Uma mulher de luto, com 2 filhos pequenos, temente a Deus, não conseguindo trabalho para sustentar o que o marido sustentara há anos, como o próprio alimento da casa, busca na sua fragilidade psicológica, moral, financeira e por último física, a falsa liberdade através corpo/objeto. Surge uma oportunidade! Um teste para um filme pornográfico.

O SONHO
Roteiro Val Morari
História baseada nas lembranças de Val Morari a respeito de seu pai falecido, interpretado pelo personagem “Matuto”.

INFERNO
Roteiro João Paulo Miranda Maria;
A história remete a uma situação de senzala, onde um negro é torturado e tratado como escravo. Porém ao final deste curta-metragem o espectador percebe que esta não é a verdadeira história.

BRÁS CUBAS
Roteiro Isadora Maria Torres
Curta-metragem baseado em um dos capítulos da obra de Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas), onde o personagem apresenta a existência humana num tom pessimista e niilista.

ALGUMA COISA ESCAPA
Roteiro Claudia Seneme do Canto
Uma história não linear, que interpretada por dois personagens; um cego sanfoneiro e uma vendedora de loja de roupas, narra a mudança do cotidiano de suas vidas após um roubo.

BICHO FOLHARADA
Idéia Hermes Dias Brito
A seca chega a floresta e os animais precisam se ajudarem para manterem sua reserva de água. Mas um deles, o Coelho, resolve não ajudar. Assim sem poder beber da água dos amigos, o Coelho cria seu plano de sobrevivência.

ÁLVARO DE CAMPOS
Roteiro Alyne Arins
Micro-série de 4 episódios, que narram desde a volta de Àlvaro de Campos do oriente, refletindo e discutindo junto a outros seus pensamentos, até seu encontro com seu mestre Alberto Caeiro. Adaptação dos poemas do poeta Fernando Pessoa.

MOSTRA COMPETITIVA DIA 27 DE NOVEMBRO
ÀS 20 HORAS


E AQUELE PROJETO AINDA ESTARÁ NO AR
22 minutos
Dir. Laura Barile
O documentário apresenta uma reflexão sobre a possibilidade de qualidade na TV brasileira a partir da atuação de duas produtoras da década de 1980: TVDO e Olhar Eletrônico.

SMOLARZE
15 minutos
Dir. Piotr Zlotorowicz – POLÔNIA
“A tender observation of couple of charcoal burner’s daily life, like a fairytale from a lost world – but without the happy end of wealth and happiness”
- DOK Leipzig Programmer
Guided by the singular and attentive regard of the director, we share a brief moment of the life of these two peoble Who work amongst coal in the mountains.

ELE ERA UM MENINO FELIZ – O Menino Maluquinho, 30 anos depois
20 Minutos
Dir. Caio Tozzi e Pedro Ferrarini
Documentário que retrata a tragetória do Menino Maluquinho, um dos personagens mais importantes da literatura infantil brasileira, através do olhar de seu criador, o escritor e cartunista Ziraldo Alves Pinto. Em um depoimento emocionante, o autor volta ao ano de 1980 para contar histórias sobre o processo criativo do livro, o impacto que a obra alcançou em seu lançamento, dentre muitas outras curiosidades.

NÚMERO ZERO
22 Minutos
Dir. Claudia Nunes
A ONU estima a população mundial de meninos de rua em 150 milhões. destes, cerca de 40% são sem teto, porcentagem sem precedentes na história da civilização. Na America Latina, eles são 40 milhões. No Brasil, meninos e meninas de rua goianos encantam-se tanto por uma câmera que apropriam-se dela para contar suas histórias.

A ESCOLA DE BAMBU
15 Minutos
Dir. Vinicius Zanotti
Na periferia de Monróvia, capital da Libéria, pais africano devastado por uma guerra civil entre os anos 1989 e 2003, Sabato Neufville ergueu uma escola com paredes de bamvu e teto de folhas de zinco. No local, 160 crianças são alfabetizadas e adquirem noções de geografia, história. inglês e ciências. Como o pais não conta com educação gratuita, este funcionário da ONUr remunera do próprio bolso os professores da comunidade de Fendell, onde os vencimentos podem não chegar a 10 dólares americanos ao mês.

DEJAVU
04 minutos
Dir. Verena Kael
Construção de uma narrativa não linear através de imagens do Rio de Janeiro: A praça Cinelândia de hoje e registros em Super 8 de uma família de férias nos anos 30. Ambos possuem inserção de cenas de beijos cinematográficos com Greta Garbo, etc. A trilha sonora é uma narrativa de mediação francesa em conjunto com o Hino Nacional brasileiro.

THE CAT
03 Minutos
Dir. George Ungar – CANADA
Like wild animals who go to mysterious watering holes in the jungle to quench their thirst, human beings too seek out passion in secret journeys to riverbanks of sexual desire. The Cat is an experimental film/poem about this powerful human experience.

MOSTRA ESPECIAL Raúl Perrone: Late corazón (Dias 24, 26 e 27 às 18 horas)

Labios de churrasco – 62 minutos – DIA 24 às 18 horas
Graciadió – 78 minutos – DIA 26 às 18 horas
5 pal’ peso – 80 minutos – DIA 27 às 18 horas

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Mapa Cultural Paulista 2011

"Bicho Folharada", filme rioclarense produzido pelo Grupo Kino-Olho e Cia Quanta de Teatro é um dos selecionados para fase regional do Mapa Cultural 2011. Neste ano a cidade de Santa Bárbara d’Oeste foi a escolhida para sediar a Fase Regional do Mapa Cultural Paulista nesta categoria. O projeto é da Secretaria de Estado da Cultura, e conta com mais 13 regiões administrativas. A exibição do filme rioclarense será as 14 horas no CEDOC Fundação Romi, na Av Monte Castelo,1095 - Jd. Primavera, Santa Bárbara d'Oeste, em frente ao Paço Municipal. Enquanto isso o filme pode ser prestigiado no link abaixo http://www.youtube.com/watch?v=BdZ0QAVBr00

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Revista Cinema Caipira de novembro


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 33, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;


“A Boa Luta Perdida
As reminiscências dos veteranos da Brigada Abraham Lincoln no filme The Good Fight” (Continuação do artigo publicado na revista 30) de Gabriel Lopes Pontes

“ARQUIVOS EM PROCESSO: Filme, Fotografia e Memória” de Patrícia Francisco

“A Revolução Mexicana vista por John Reed”de Gabriel Lopes Pontes

“Dublagem x Legendagem”de Sylvia Bahiense Naves

“NOVOCINEMANOVO Pela Renovação do Documentário Nacional”de Gabriel Lopes Pontes, Tau Tourinho e Lucas Virgulino



OBS: Os participantes desta edição tem direito a uma revista, bastando enviar por e-mail seus endereços.

revista folheável para leitura online
http://www.readoz.com/publication/read?i=1043781#page1

revista para impressão em arquivo pdf
http://www.4shared.com/document/gYguDfKj/Revista33_imp_.html

clique aqui para saber como montar a sua com o arquivo pdf


arquivo ePub para leitura em celulares e tablets
http://www.4shared.com/file/TK_KqPxg/Revista_Cinema_Caipira_33_-_Gr.html



para encomendar a revista no valor de R$7,00 cada ou assinar a anuidade por R$70,00, envie e-mail para jpmiranda82@yahoo.com

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FIIK 2011. Selecionados

SELECIONADOS PARA COMPETIÇÃO FIIK 2011

OBS: Os filmes estarão competindo nas categorias: Película, Ficção, Documentário, Experimental e curta Kino-Olho. Nesta última sera premiado o roteirista do filme mais votado no dia.

Apenas o primeiro de cada categoria receberá o troféu do Festival. O anuncio sera no final de cada sessão. Todos os filmes selecionados

- A FÁBULA DA CORRUPÇÃO, de Leandro Santos;
- ESCOLA DE BAMBU, de Vinícius Zanotti;
- NÚMERO ZERO, Cláudia Nunes;
- HOMEM ILHA, de Ana Paula Sobreiro e Daniela Camila;
- THE CAT, de George Ungar (CANADA);
- A LENDA DA ÁGUA, de Luana Mucci;
- SPECTACULUM, de Juliano Luccas;
- ELE ERA UM MENINO FELIZ, de Caio Tozzi e Pedro Ferrarini;
- CAOS, de Fábio Baldo;
- ILHAS CAYMAN, de Gabriel Perrone;
- SMOLARZE, de Piotr Zlotorowicz (POLÔNIA);
- DUAS VIDAS PARA ANTONIO ESPINOSA, de Caio D’Andrea e Rodrigo Fonseca;
- IVAN, de Fernando Rick;
- NOTRÓPICO, de Bruno Decc;
- ÚLTIMOS DIAS, de Yves Moura;
- CONFINADO, de Rafael Lobo;
- CLARA, de Eduardo Henrique Annize Liron;
- DEJAVU, de Verena Kael;
- E AQUELE PROJETO AINDA ESTARÁ NO AR, de Laura Barile;
- BREVE PASSEIO, de Rafael Jardim;
- PINBALL, de Ruy Viridiano;
- O BOM, O MAU E O SUJO, de Bruno Barrenha;
- PELEJA DE TIO SAM CONTRA ZÉ MOLESTA, de Fernanda Tosini;
- O TESTE, de Claudio Lopes;
- O SONHO, de Val Morari;
- INFERNO, de João Paulo Miranda Maria;
- BRÁS CUBAS, de Isadora Maria Torres;
- ALGUMA COISA ESCAPA, de Claudia Seneme do Canto;
- BICHO FOLHARADA, de Hermes Dias Brito;
- Alvaro de Campos, de Alyne Arins.

Rio Claro em Festival de Cinema



Mais um filme realizado pelo grupo Kino-Olho é destaque de festival nacional. Desta vez, o curta "Liberdade de Escolha" produzido em 2008 em oficina com os atores do Grupo católico Millenium. O filme conta o drama de uma família de periferia em que o pai é bêbado, uma filha se prostitui, além de contar o problema das drogas. As gravações foram feitas no bairro Jardim Guanabara, mostrando problemas comuns em famílias de baixa renda. Segundo Rogério Mattos, coordenador do festival; "O assunto tratado no trabalho apresentado no curta "Liberdade de Escolha não pode ser tratado como pobre. Ele é riquíssimo em sua essência e ele tem que ser tratado com valor, pois se trata de um olhar sobre a realidade vivida por muitas pessoas e que por muitas vezes estão sem saber que direção tomar, pois estão sem acesso a palavra. Se nós não falarmos nada, as pedras irão clamar." Atualmente o grupo de teatro Millenium se reune no Asilo São Vicente de Paulo, na rua um próximo a Santa Casa.
O Festival católico Curta-Cristo é um espaço criado para divulgação de curtas-metragens e documentários, aberto a diversas denominações cristãs que tenham trabalhos produzidos na linguagem audiovisual. O propósito é estimular as produções de curtas que expressem valores cristãos. Nascendo no estado do Espírito Santo o Curta-Cristo está receptivo as produções dos diversos cantos do país. Para incentivar o envio das produções audiovisuais, o site vai promover entre os dias 1 de Agosto a 22 de outubro de 2011, com inscrição gratuita, a mostra competitiva de curtas-metragens e documentários no site www.curtacristo.com.br, com duração máxima de 5 minutos conforme regulamento. Com base no regulamento os curtas e documentários enviados serão avaliados pela direção do evento e liberados para o público no site. Serão dois prêmios: troféu Curta-Cristo de melhor curta ou documentário por votação do juri e o troféu Curta-Cristo para o curta ou documentário mais acessado até o dia 19 de novembro de 2011. A premiação será dia 19 de novembro de 2011 na Primeira Igreja Batista em Goiaberas às 20h com duração aproximada de 1h em um evento aberto ao público. No dia 29 de outubro haverá na mesma igreja a divulgação de todos os vídeos que estão concorrendo. Para o dia do evento estamos esperando cerca de 500 pessoas de várias denominações e estados.

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Promoção* Revista Caipira - FIIK


Nos ajude a escolher o melhor filme do kino olho, para escolher o filme de sua preferência basta preencher o formulário (clique aqui) e concorra a uma assinatura anual da revista do Cinema Caipira.

O filme vencedor receberá o troféu chapéu de palha pela escolha do público. A promoção é válida ate dia 31 de outubro e o vencedor do sorteio será conhecido apenas no início de novembro.

Todas as pessoas que preencherem o formulário estarão concorrendo. Participe!

* promoção não é válida para os integrantes do kino olho

Revista Cinema Caipira de Outubro


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 32, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;

“O cinema como registro etnográfico;
A pichação paulistana a partir do filme A Letra e o Muro” de Daniel Mittmann

“A Boa Luta Perdida
As reminiscências dos veteranos da Brigada Abraham Lincoln no filme The Good Fight” (Continuação do artigo publicado na revista 30) de Gabriel Lopes Pontes

“A imagem contemporânea como sadismo explícito: paralelo entre cinema e as artes plásticas” de Wayner Tristão

“Triumpho com a Vitória” de Rafael Spacca

“O personagem-sujeito no filme de ficção” de Luiz Carlos Lucena

“Algumas considerações sobre Achados e Perdidos”de Linda Catarina Gualda

“O que vemos o que nos olha: uma análise do filme 1984” de Andreia da Silva Santos e Andreza da Silva Santos


OBS: Os participantes desta edição tem direito a uma revista, bastando enviar por e-mail seus endereços.

revista folheável para leitura online
http://www.readoz.com/publication/read?i=1042428#page1

revista para impressão em arquivo pdf
http://www.4shared.com/document/ZFRsaFhK/revista32_imp_.html

clique aqui para saber como montar a sua com o arquivo pdf


arquivo ePub para leitura em celulares e tablets
http://www.4shared.com/file/BcuIg1Pf/Revista32_-_Grupo_Kino-Olho.html



para encomendar a revista no valor de R$7,00 cada ou assinar a anuidade por R$70,00, envie e-mail para jpmiranda82@yahoo.com

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Artigos da Revista do Cinema Caipira - Jogo de Cena

 Além de falarmos sobre cinema em nossa revista, abrimos espaço também para a discussão de documentários pois, apesar  de uma linguagem própria, pode existir  uma linguagem cinematográfica dentro dele,  como é o caso do Jogo de Cena de Eduardo Coutinho, Assunto do artigo desse mês.


JOGO DE CENA
Por Lucylli Alves do Santos





Eduardo Coutinho é um grande documentarista da atualidade, seu trabalho caracteriza-se pela sensibilidade e profundidade. Ele mexe com a realidade humana mostrando a intimidade de pessoas comuns, e expondo a realidade de forma critica. Jogo de Cena é mais uma de suas obras documentaristas, neste trabalho ele mescla de uma forma interessante o documentário e a ficção, o verdadeiro e o falso, mexendo com os sentimentos, sensibilidades e emoções tanto de pessoas que participam quanto de quem os assiste.
O filme começa com um simples anuncio de jornal, no qual convida mulheres do Rio de Janeiro com histórias pra contar e participarem de um teste para um filme. As histórias contadas são todas marcantes na vida dessas mulheres, e são relativamente semelhantes (perdas, depressão, gravidez, projeto de vida, etc.), deixando as emoções à flor da pele, e dificultando o trabalho das atrizes, estas teriam que decorar e interpretar a seu modo as histórias contadas. Então é esse o jogo de cena que temos, é a mistura do real com o fictício. Em nenhum momento do filme Coutinho nos aponta qual é a atriz e qual é a real, mas isso muda à medida que vão aparecendo as atrizes famosas, tornando-se fácil a distinção entre elas, mas, de certo modo a mentira é contada tão sutilmente que acabamos nos deixando enganar pelos sentimentos à mostra, como as lágrimas que são percebidas muitas vezes, e pela incerteza de serem ou não bem vindas são escondidas e disfarçadas, ”quando o choro é verdadeiro a pessoa sempre tenta esconder”, diz Marilia Pêra, e que para o ator – principalmente da tela – as lágrimas são sempre bem vindas. Coutinho assim testa o espectador a tentar “adivinhar” se quem conta a história é quem realmente a vivenciou ou se é um ótimo ator em cena.
É interessante analisar a interpretação das atrizes, elas dão um tempo maior aos fatos, como se estivessem visualizando e/ou se lembrando das cenas contadas, acreditando naquilo como se fosse uma coisa de seu íntimo, tentando preencher cada tempo com um sentimento, tentando buscar a serenidade. Enquanto as reais contam de uma forma mais trivial, tentando preencher os espaços de tempo com palavras diante da câmera, talvez editando parte da história que se desenrolaria em uma outra história, e quando da um tempo maior Coutinho joga perguntas a elas, aguçando a desenvolver mais a história, ou a voltar ao foco. A gravação do filme foi feito no Teatro Glauce Rocha, com apenas duas cadeiras no palco e atrás poltronas e um teatro vazio, 12 mulheres são gravadas, - seis atrizes e seis entrevistadas -, no entanto apenas cinco delas tem uma correspondente atuando, as outras duas contam cada uma sua história. Em uma das cenas uma personagem de nome Nilza lança uma incógnita para o espectador. A personagem conta sua história com serenidade, totalmente tranqüila, com tanta certeza naquilo que fala que nos passa total segurança de que ela realmente vivenciou aqueles momentos, que ela realmente ouviu, disse, e sentiu cada coisa que aparece em sua história, e pelo fato de nenhuma outra atriz famosa interpretá-la; logo concluímos que então não será interpretada, que ela é uma pessoa normal que está contando a sua história para um documentário, e é então que mais uma vez nos espantamos com a arte da interpretação, pois ao final de sua cena ela olha diretamente para a câmera e diz, “Foi isso que ela disse”.
Isso mostra o quanto acreditamos naquilo que nos é apresentado, acreditamos por ser uma pessoa desconhecida, por ser inédita, tanto a história quanto a situação, ou seja, basta ser convincente para receber nossa aceitação. E é a partir daí que o jogo e a dúvida começam, pois o convincente não é mais o suficiente. Em uma outra cena interpretada por Fernanda Torres, ela fica meio perdida, a interpretação chega a construir um outro pensamento tanto nela quanto em nós, nos mostrando o quão difícil é fazer um personagem real, e mostrando suas fragilidades como atriz.
Fernanda se perde na projeção de imagens pela palavra, construindo um personagem através de sua respiração, do modo como-se-fala, do ritmo da conversa, “a diferença é que como personagem fictício se você atinge um nível medíocre, você pode até fixar ali nele, porque ele é da sua medida, com o personagem real a realidade esfrega na sua cara onde você poderia estar e você não chegou” diz Fernanda. Se a história que ela recebeu para decorar/interpretar fosse uma “mentira”, ela conseguiria de primeira, mas nisso você acaba mexendo no real, modificando uma história que tem um significado, que teve um propósito pra se formar, por isso as atrizes quiseram seguir a risca seus textos, mas na interpretação não é apenas ler e dizer, tendo todo um processo que é posto em prática a partir do momento em que você aceita fazer um personagem. Você tem que pensar como ele pensou, ou pelo menos tentar entender, ler as coisas que ele fez como se estivesse se lembrando de quando você mesmo fez aquilo, enfim, entrar em todo um processo de “formatação” não da pessoa que você é, mas sim da pessoa que vai ser por um momento, pois, o fictício muito bem contado ele acaba atingindo um nível muito além do real. Quando Eduardo Coutinho diz: "Ao se aproximar mais do real o documentário vira ficção”, é exatamente isso que acontece em Jogo de Cena, o real vai a seu extremo, o fictício por sua vez também chega a esse limite, conseguindo assim nos mostrar que o documentário e a ficção de certa forma estão juntos, se encaixam, pois, o documentário é o que decidimos acreditar, e a ficção é projetada para que acreditemos, mesmo sabendo que não é real.



Revista do Cinema Caipira Número 4 -  Junho de 2009

E.C. Vitória Paulista

O grupo Kino-Olho realizou recentemente o documentário a respeito da trajetória histórica do já consagrado treinador de futebol "Maé" (Ismael Pereira) e sobre seu projeto em Rio Claro; o time Esporte Clube Vitória Paulista. A idéia surgiu através do Claudio (sobrinho de Maé) que há 5 meses atrás perdeu sua filha Vitória, assim em sua homenagem iniciou o projeto. O convite ao tio Maé foi lógico, comenta Claudio, pois Maé é um das maiores treinadores da região, trabalhando há 50 anos na profissão, revelando grandes talentos como o jogador Elano, que em livro biográfico citou a importancia de Maé em seu inicio de carreira no interior paulista.
O jovem time rioclarense Vitória Paulista também já dá o que falar, pois mesmo recém fundado já participou de campeonato internacional, conquistando o quarto lugar numa comepetição com dezenas de times de diferentes países da América Latina. A competição, segundo Claudio, foi muito acirrada já que estavam presentes os melhores times do mercusul na categoria. O evento ocorreu no Paraná e foi organizada pelo Instituto Dom Bosco Promotion, que há mais de 15 anos organiza e promove competioções esportivas internacionais.

Link do documentário http://vimeo.com/29286608



















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Combatendo as enchentes

O grupo Kino-Olho produziu uma oficina introdutória com os aunos da terceira série na Escola Municipal Jardim das Palmeiras CAIC. O tema escolhido por eles foi o corrêgo da Servidão, que antes era vulgarmente chamado de Rio "bostero", mas que agora devido a obra municipal, ele será despoluido. Assim os alunos elaboraram um questionario para o engenheiro responsável pela obra e o resultado pode ser conferido no seguinte endereço: http://vimeo.com/29034742 Os próprios alunos foram responsáveis pelo questionário e pela escolha das imagens do filme.

Abaixo fotos dos alunos e do corrêgo da Serrvidão.















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Superar na Vida

Todos nós precisamos saber conviver com nossos problemas, muitos deles são de simples solução, mas não é sempre assim. Há muitos exemplos de superação, mas que são pouco notados em nosso dia a dia. A veracidade de fatos reais é algo delicado e bastante difícil de se captar em imagens e sons. Ao iniciar mais uma oficina na Escola CAIC, o grupo Kino-Olho se deparou com histórias inspiradoras e comoventes, como a de Jorge, que fora dependente de drogas por 36 anos e a de Regina, portadora do HIV.
A oficina ocorreu no mês de agosto com alunos da sexta série do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) da Escola CAIC, no Jardim Guanabara. A oficina integra o projeto "Difusão Cinematográfica", oferecido gratuitamente ao município. Na oportunidade os alunos aprenderam conceitos básicos do audiovisual na própria prática. Além deste conhecimento os alunos também se tornaram o próprio "alvo" da câmera, pois logo a paritr do primeiro encontro, o coordenador da Oficina João Paulo Miranda Maria se deparou com histórias pessoais muito comoventes e dramáticas. O que unia todas estas histórias era a própria vontade de superação. Pois como a própria professora da turma gosta de dizer: "Eu dou parabéns aos meus alunos logo na primeira aula, pois eles estão retomando suas vidas". Assim para a grande maioria o EJA é uma segunda oportunidade para mudar o futuro. Alguns dos alunos são adolescentes que apenas perderam alguns anos, mas a maioria são pessoas que deixaram de estudar há dezenas de anos e por motivos muito fortes. Todos os alunos quiseram contar suas histórias, e a cada nova narrativa a turma silenciava em comoção.
Após este punhado de relatos a idéia do documentário partiu dos próprios alunos. Alguns preferiram não serem gravados, mas a maioria se mostrou corajosa e disposta a colocar sua biografia para inspirar e mudar a vida de outros que assista ao filme. O espectador poderá conferir a simplicidade e a fibra de pessoas humildes que lutam de todas as formas para recuperar suas vidas e nos dar exemplos de determinação... O resultado pode ser conferido no link abaixo.

http://vimeo.com/29020688


















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Artigos da Revista do Cinema Caipira - Robert Bresson


Este artigo trata de uma tentativa de se criar uma postura "atoral" para o nosso cinema (Cinema Caipira) através de algumas oficinas que chamamos de filmes ensaios, são chamados assim por não ter a preocupação do filme fazer necessariamente algum sentido imediato (ou até mesmo algum sentido); e por ser apenas um foco de estudo e pesquisa.


UMA ADAPTAÇÃO DE ROBERT BRESSON AO CINEMA CAIPIRA
Por Fernanda Tosini




O novo projeto desenvolvido nas oficinas semanais do Grupo Kino-olho trás como tema de estudo e prática o estilo do cineasta Robert Bresson. Um dos pontos de exploração refere-se ao modo como o cineasta trabalha com o ator. Para ele, o ator deve carregar em si certa neutralidade, o comportamento e a ação de gestos devem ser sutis e a dramaticidade imparcial. Talvez esteja aí a dificuldade maior ao interpretar de modo objetivo e desprovido de formas, se distanciando do caricato comum. Para Bresson o ator ideal serve apenas de instrumento, portanto o diretor consegue trabalhar melhor com atores inexperientes que não agem em cena representando protótipos banais.
Para o diretor o ator “modelo” é aquele que não peca pelos excessos. A atuação concisa, distante da encenação marcada por uma realidade simulada, traduz-se em gestos substanciais conduzidos por um olhar atento nas proeminências do imperceptível. O estranhamento resultante desse novo olhar denuncia o frescor e o “efeito de amadorismo” dos atores.
A questão não é assemelhar-se, mas assumir um estrangeirismo nos movimentos. Perceber a maneira silenciosa do visível, a quietude das coisas ao dar atenção ao minimalismo, transbordar a passividade sobre tudo (objetos, fatos, movimentos) ao mesmo tempo em que tudo é percebido, um “não saber agir” diante do novo, mesmo que o novo seja um mero pormenor. O aprofundamento no ator como protagonista central (não do filme, mas da fleuma) é o processo atual que o Grupo Kino-olho desenvolve através dos filmes-ensaios produzidos semanalmente.
O cineasta João Paulo Miranda adapta a técnica de Robert Bresson ao seu próprio estilo acrescentando à
neutralidade do ator a “simplicidade caipira” própria dos artistas interioranos. Arrisca ainda mais ao querer tornar
consciente para os atores essa “inexperiência” em cena que passa a ser provocada e não involuntária. Assoma ao
jeito minimalista a forte característica do rústico, valorizando a espontaneidade do “ridículo”, não enquanto
tipo e sim enquanto abordagem natural dos próprios atores ao se manifestarem em cena.
Transcrever Robert Bresson num cenário interiorano e brasileiro seria imitá-lo, ir contra o próprio preceito ao qual ele acredita (imitar só emerge ao falso), mas seu caráter questionado e dissolvido num contexto regional respeitado pelo cineasta J.P. Miranda leva à defesa das raízes que não devem ser rejeitadas, ao contrário, neste exercício cabe muito bem aproveitá-las. A provocação sugerida pelo cineasta é desprezar os cacoetes maneiristas da interpretação dramática anulando o exagero da expressividade, mas ao contrário de Bresson, que buscava atores sem vícios, J.P. Miranda trabalha com atores com formação teatral - Cia. Quanta de teatro – enfrentando um desafio ainda maior. Apresenta a eles o antagônico a qualquer hábito dramático, levando o próprio ator a perceber-se e não a transformar-se.
Para os atores esse processo abre espaço para a revisão da própria performance, mesmo se tratando de dois diferentes meios de atuação (teatro e cinema – principalmente aos moldes de Robert Bresson), de sua mecânica versus a sua consciência, do demasiado ao reduzido, da aleatoriedade à seleção. Talvez os atores de Bresson não tivessem espaço para essa reflexão, mas os atores de J.P. Miranda têm condições de promover essa análise mesmo sobre o aparente ínfimo. Trabalhar com atores “modelos” não é a única característica de Robert Bresson a ser estudada pelo Grupo Kino-olho, sobre o cineasta vale a pena conferir a importância que ele atribui à sonoridade num filme, esta é outra particularidade do diretor interessante para se conhecer, quem sabe num próximo artigo...

Revista do Cinema Caipira Número 5 - Julho de 2009


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Ribeirão Claro

A recuperação do ribeirão claro foi tema de mais um dos documentários do grupo Kino-Olho. A importancia do rio é enorme, dando origem ao nome da própria cidade. O documentário se baseia em entrevistas com a professora Sarah Talk da Unesp, o diretor do DAAE Geraldo Pereira e o antigo morador local Guilherme Góia. Assim através destas entrevistas o espectador deste filme conhecerá mais detalhes e mudanças ocorridas em nosso rio. link http://vimeo.com/28610200






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Bateria Universitária é destaque em documentário

O grupo Kino-Olho produziu um documentário sobre as baterias universitárias no Interbatuque 2011. As entrevistas revelam o engajamento dos alunos em relação a prática das baterias. Os próprios jurados também participaram da entrevista confessando a grande inovação e criatividade nos grupos. A pesquisa é de Rogério Borges, mestre da bateria "Porcaria"da Unesp Rio Claro e participante das oficinas do grupo Kino-Olho. A cultura do carnaval transcendeu o gosto popular no que diz respeito às baterias, tornando-se algo que resiste ao longo do ano também, e não somente no período pré-carnavalesco.
O objetivo da pesquisa de Borges é mostrar as baterias de samba por todo o Brasil, sendo elas pertencentes a escolas de samba ou não, mostrando triagens, aulas, ensaios, bastidores, preleções e tudo que envolva esse meio.
O documentário em questão foi realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no INTERBATUC, competição universitária que visa integrar as diversas baterias de diferentes regiões. Existem mais 3 competições desse tipo no estado: o Desafio de Baterias INTERUNESP, BALATUCADA e Desafio TUSCA.
A Bateria Porcaria foi fundada em 2006 pelo César Noda e Guilherme Zaros, hoje mestre da Bateria da Escola A CASAMBA, de Rio Claro-SP. "Somos uma das mais novas baterias universitárias, e em nosso breve currículo temos nossas melhores colocações em 2008, com o segundo lugar, e em 2010, com o terceiro lugar, ambas no Desafio de Baterias INTERUNESP" comenta Borges.
A barreira entre as escolas de samba e as baterias universitárias tende a diminuir cada vez mais, pois como disse o Mestre Mi no documentário “o samba precisa de novas caras”, e estamos sempre prontos para mostrarmos nosso trabalho e “dar a cara a tapa”. O resultado pode ser conferido no link http://vimeo.com/28622129






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Revista Cinema Caipira setembro


A revista Cinema Caipira ISSN 1984-896x, número 31, já está disponível para encomenda e download gratuito em diversos formatos. Neste mês contamos com os seguintes artigos;

PRODUÇÃO SONORA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO: um olhar sobre desafios do som no cinema brasileiro e o processo de finalização de som do filme “Tropa de Elite 2”” de Bernardo Marquez Alves

O jovem cinema contemporâneo brasileiro” de Marcelo Ikeda

Agora o trem vai!!!” de Reinaldo Volpato e Luiz Carlos Lucena

O CURTA-METRAGEM NO CENTRO DAS DISCUSSÕES” de Camila Lopes Val

Conversas entre educação (educadores?) e cinema; somos todos caipiras(?) e (as) linhas de fuga possíveis” de Daniel Mittmann

“Kino-Olho ganha dois prémios” de Fernanda Tosini

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